Deleuze e o tempo-memória no cinema moderno </br><i>Márcia Fusaro</i>

R$ 15,99

Apresentação:

Esse livro digital examina as relações entre tempo e cinema, abordando temas sobre a captura do tempo, da memória e do instante nas narrativas cinematográficas, à luz das reflexões que lhes consagrou Gilles Deleuze. O cinema e as artes são caudatários do debate científico e filosófico sobre a questão do tempo que teve início na virada dos séculos XIX para XX, com a emergência da teoria da relatividade e da mecânica quântica. Deleuze intercepta esse debate na segunda metade do século XX, propondo um diálogo entre a filosofia, a ciência e as artes, a exemplo de sua clássica leitura das teses de Henri Bergson acerca do tempo e da memória desenvolvida em Bergsonismo, e de suas reflexões sobre tempo, memória e imagem em livros como Diferença e Repetição e Proust e os Signos, em que revê as relações da tradição bem-pensante com os símiles imagéticos. A esse imponente conjunto acrescentam-se Cinema 1: Imagem-Movimento e Cinema 2: Imagem-Tempo, a que o livro dá especial atenção, no âmbito de um acervo que inclui obras de Alfred Hitchcock, Orson Welles, François Truffaut, Jean-Luc Godard, Alain Resnais, Chris Marker, Agnès Varda, Ingmar Bergman, Andrei Tarkovski, Raoul Ruiz e Tom Tykwer. Por ser este um cinema autoral de referência para Deleuze, a pré-seleção do corpus inclui realizações da Nouvelle Vague. Os tópicos em pauta estão fundados no campo da comunicação, não só porque o cinema é a primeira arte de massa de raiz tecnológica, mas porque, assim sendo, compartilha com os meios massivos a ambição da cobertura da vida em pleno voo, com tudo que isso comporta em busca de registro de uma memória fotográfica, levada adiante em requintes cinematográficos de tempo-memória.

Autora: Márcia Fusaro

Endosso:

Para as teorias cosmológicas hoje dominantes, vamos escorregando – já que o espaço é curvo –, e ao acaso, num mundo provavelmente fadado à morte térmica e à entropia, quer dizer, a colapsar como uma pedra de gelo no sumidouro de um copo de água quente. Perfeitamente intuídas por Manuel Bandeira, quando escreve em “Preparação para a morte” que “a vida é um milagre” – como bem notou Haroldo de Campos, interessando-se pela explosão do verso na física do poema mallarmeano –, que teriam tais hipóteses sobre o acidente cósmico a ver com este livro de Márcia Fusaro sobre a questão do tempo no cinema? A resposta é tudo, já que a argumentação da autora (…) apoia-se na filosofia da crítica à filosofia que é a de Gilles Deleuze. E já por isso, inclina-se a entender a filosofia, a ciência e a arte como séries alinhadas, potências de criação em pé de igualdade, lugares análogos, mesmo que não homólogos. (…) É nas trilhas do Deleuze tardio de Imagem-Movimento e Imagem-Tempo, um voltado à sintaxe clássica contínua, com seus cortes racionais, o outro, às montagens poéticas livres dos modernos, que o eBook Deleuze e o tempo-memória no cinema moderno passa de suas bem formuladas justificativas teóricas a alguns dos estudos de caso de obras-primas representativas dos novos cinemas, principalmente franceses, que tornam o referido tratado uma história sui generis do cinema.

Leda Tenório

Categoria:

Descrição

Formato: EPUB 2.0 e/ou eBook Kindle (.mobi)
Tamanho do arquivo: 330 kB
Idioma: Português
Número de páginas: 122 páginas
Número ISBN: 978-85-54863-07-4
Editora: C0D3S
Lançamento: 06 de agosto de 2018

Avaliações

Não há avaliações ainda.

Apenas clientes logados que compraram este produto podem deixar uma avaliação.