Educação no jogo: experiência, ensino e aprendizagem – Cláudio F. André, Fabiana M. de Oliveira, Guilherme Cestari e Aline Antunes de Souza (org.).

R$ 0,00

Apresentação:

Videogames constroem e desenvolvem interfaces que, geralmente, exigem e testam as habilidades motoras, cognitivas e sociais dos jogadores. Nesse sentido, uma das atividades do design de games é projetar situações, problemas e desafios diversos a serem exibidos e, eventualmente, transpassados por meio da participação ativa de jogadoras e jogadores. Junto aos obstáculos, o jogo, em geral, apresenta e explica, com maior ou menor grau de detalhamento, os recursos disponíveis para que os participantes explorem e se expressem em um mundo digital, percorrendo cada desafio à sua maneira. Para comunicar eficientemente suas intenções e propósitos naquele universo, faz-se necessário que cada jogador perceba e compreenda a lógica do jogo em questão – as presenças atmosféricas que evoca, suas leis físicas, os fios narrativos, as possibilidades de performance, os modelos de sociabilidade e os modos de interação. Se o jogo propõe (ou deixa que sejam propostos) objetivos em ambientes de desafios, dando liberdade a qualquer um para tomar uma certa variedade de decisões, bem como para adequar suas condutas de modo a melhor se adaptar às circunstâncias, então nos parece que a relação entre jogo e jogadores é, nos níveis mais fundamentais de sua estrutura, educativa.

Educação no jogo inclui dedicar-se a perceber, reagir e saber com mais sofisticação, adaptabilidade e competitividade aquilo que um jogo tem a oferecer; significa, também, explorar limites da mecânica e da narrativa para estender a autonomia e as possibilidades do jogar e, assim, compor seu próprio estilo de jogabilidade. O aprendizado, num movimento que inclui percepção, resposta, autocrítica e mudança de conduta, torna as interações entre jogo e jogador mais e mais sofisticadas, como, por exemplo, na forma de reações mais rápidas, estratégias mais complexas, maior precisão nos controles, maior domínio de variáveis narrativas, ou seja, hábitos progressivamente consolidados na relação com um jogo. Então, em suma, a progressão diz respeito ao crescente envolvimento criativo e adaptativo em uma relação comunicacional e pedagógica que estimula o jogador a se desdobrar sobre o jogo e seus elementos internos. O jogo, por sua vez, deve também se adequar à progressão do jogador, moldando seus elementos para manter a relação interessante e frutífera.

Caríssimo leitor, esperamos que gostem do que preparamos para você. Agora, para começar a ler, é só apertar “Play”.

Organizadores: Cláudio F. André, Fabiana M. de Oliveira, Guilherme Cestari e Aline Antunes de Souza

Autores participantes:

Aline Antunes de Souza, Ana Maria Di Grado Hessel, Arlete Dos Santos Petry, Cesar da Silva Peixoto, Cláudio Fernando André, Daniel Paz de Araújo, Evani Andreatta Amaral Camargo, Fabiana Martins de Oliveira, Francisco de Souza Escobar, Guilherme Cestari, Heloísa Maria de Macedo Silva, Hermes Renato Hildebrand, Leandro Medeiros, Lucia Santaella, Luiz Carneiro, Maíra Valencise-Gregolin, Mario Madureira Fontes, Néstor Darío Duque Méndez, Sérgio Roclaw Basbaum, Silvia Trentin Gomes, Thaïs Helena Falcão Botelho e Victor Bruno Alexander Rosetti de Quiroz.

Categoria:

Descrição

Formato: EPUB 2.0 e/ou eBook Kindle (.mobi)
Tamanho do arquivo: 5,2 mB
Idioma: Português
Número de páginas: 165 páginas
Número ISBN: 978-85-54863-12-8
Editora: C0D3S
Lançamento: 20 de dezembro de 2019

Avaliações

Não há avaliações ainda.

Apenas clientes logados que compraram este produto podem deixar uma avaliação.