Plantar rosas na barbárie – Luis Serguilha

R$ 12,00

Apresentação:

A poesia é a potência da desumanização, é uma força a-consciente arrasadora das prácticas da significância, é o espírito da matéria em renascença contínua, o grito despelado, agadanhado do corpo histérico-expressionista que acelera as variantes ritmáveis da vida da morte nos seus transpiradeiros experimentais, pululantes, anónimos dentro de um universo sem história: não espera nada, não forma leitores, nem mediadores, se faz tempo de contaminações imanentes, se faz traço das traçaduras desenhadas pelo corpo eslazeirado, empeçonhado, corpo-rascunho intensificador dos limites ilimitados dos afectos( composição irrefreável de sentidos nas cosmicidades do silêncio e do indizível): dizer sim ao processo acontecimental do fulgor sangrento, nodoado, ao acaso das resistências das forjas sígnicas, produzindo o ABERTO excrementício de uma arena co-participada sem organização, um exercício múltiplo de vizinhanças escarificadoras de línguas nervinas, uma sombra esfíngica expandida, um atractor estranho espasmódico que impulsiona as afectologias animalizantes das palavras em desaparição entre relações do corpo-de fragmentações-de-um-todo-sem-interpretoses e as aprendizagens algebraicas dentro de balanceamentos electromagnéticos com geometrias arquimedianas germinativas (um repovoamento extemporâneo com espessuras indeterminadas acontece no espaço vectorial esboçado por imagens-móbiles em transmutação anamórfica).

Autor: Luis Serguilha

Ao ler este livro, em primeiro lugar, me veio à alma pensar no tamanho de sua solidão em seus infinitos movimentos circulares, como diria Sartre. Num primeiro momento… a partir da imagem do título: Plantar Rosas na Barbárie equivale, (em minhas associações subjetivas), a lembrar as rosas do deserto. Solitárias…eternamente solitárias…têm ao seu redor apenas as imagens de um deserto que se prolonga indefinidamente. Algum deus compassivo concede às rosas do deserto, muito de vez em quando, flores. No entanto, tais flores são tão transitórias como aqueles momentos de felicidade- instantaneidade que povoam nossas próprias solidões. Que escorregam mesmo na eternidade do meio-dia.

Palavras de Ana Maria Haddad Baptista na advertência inicial do livro.

Endosso:

A obra plantar rosas na barbárie de Luís Serguilha, em seu conjunto, expressa um grande mergulho no exercício do pensamento. Poeta de formação humanística incontestável, dialoga com a filosofia, com as artes e outros segmentos do conhecimento. Com isso, cruzando sua formação a uma sensibilidade extraordinária coloca, para nós leitores, um universo abismal de incertezas, dúvidas, conceitos singulares, que somente a poética em sua extrema originalidade poderia nos possibilitar. Inclusive, os diálogos intertextuais da obra de Serguilha nos obrigam a pensar a tradição poética em relação aos espaços concedidos pela contemporaneidade.

Ana Maria Haddad Baptista

Categoria:

Descrição

Formato: EPUB 2.0 e/ou eBook Kindle (.mobi)
Tamanho do arquivo: 562 kB
Idioma: Português
Número de páginas: 226 páginas
Número ISBN: 978-85-54863-03-6
Editora: C0D3S
Lançamento: 20 de março de 2018

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